Segunda-feira, 9 de março de 2026

União Brasil confirma apoio a Riedel em MS e articula vaga de vice na chapa da direita

Diretório estadual descarta neutralidade e diz que federação seguirá alinhada à centro-direita no cenário nacional
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O União Brasil confirmou, em Mato Grosso do Sul, apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e descartou qualquer possibilidade de neutralidade no Estado. A decisão, segundo a presidente estadual do partido, Rose Modesto, já está definida tanto no diretório estadual quanto no nacional.

A posição contrasta com avaliações feitas por integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que veem na saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, uma oportunidade de aproximação com a sigla em nível nacional. Ainda assim, lideranças sul-mato-grossenses reforçam que a federação formada por União Brasil e PP seguirá alinhada à direita.

“O União Brasil decidiu apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel, entendendo que ele está preparado para continuar promovendo o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, afirmou Rose Modesto ao Correio do Estado. A ex-deputada federal é pré-candidata à Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.

No cenário nacional, de acordo com a dirigente, a orientação é que a Federação União Progressista busque espaço na chapa presidencial da direita ou da centro-direita, com a indicação de um pré-candidato a vice-presidente. A formalização da federação ainda aguarda análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na prática, União Brasil e PP devem caminhar juntos nacionalmente, seja com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou com um eventual candidato do PSD. A legenda, após a filiação de Caiado, passou a contar com três nomes cotados para a Presidência, incluindo os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS).

Rose Modesto acrescentou que, no Estado, a federação já trabalha na formação de chapas proporcionais competitivas, com expectativa de eleger pelo menos quatro deputados estaduais e até três federais. “Aqui, o martelo já está batido em relação ao apoio ao Riedel”, reforçou.

Movimento do Planalto

Apesar do alinhamento estadual, o governo federal tenta reduzir resistências do União Brasil. A relação da sigla com o Planalto tem sido marcada por instabilidade, embora o partido mantenha três ministérios na Esplanada. Integrantes do PT avaliam que a saída de Caiado, crítico declarado de Lula, pode facilitar o diálogo.

A expectativa entre governistas, no entanto, não é de apoio formal à reeleição do presidente, mas de neutralidade da federação, com liberação dos filiados nos estados. Interlocutores do Planalto afirmam que esse movimento busca evitar uma aproximação direta do União Brasil com o bolsonarismo.

Internamente, dirigentes da federação minimizam o impacto da saída de Caiado e afirmam que o cenário nacional ainda não está em discussão formal. A avaliação é de que as definições ocorrerão mais adiante, conforme o avanço do calendário eleitoral. (correiodoestado.com.br).

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