Sábado, 18 de abril de 2026

Vereador comenta afastamento de secretário investigado em Campo Grande

Wilson Lands afirma que irmão “não deve temer investigação” e defende apuração dos fatos
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O vereador de Campo Grande, Wilson Lands (Avante), comentou o afastamento do irmão, o secretário Paulo Lands, investigado por suspeitas de assédio sexual e estupro de vulnerável. Segundo o parlamentar, o secretário não deve temer as investigações e o afastamento é necessário para garantir transparência.

“Ninguém tem que temer investigação, porque quem não deve, não teme. O secretário solicitou o afastamento para se defender. […] Diante da situação, o melhor caminho é se afastar para trazer luz aos fatos e para que ele consiga fazer a sua defesa”, declarou o vereador.

Conforme publicação no Diário Oficial do Município, Paulo Lands foi afastado preventivamente por 60 dias, prazo previsto para a conclusão do processo disciplinar administrativo. Durante o período, a Secretaria Executiva da Juventude (Sejuv) será comandada interinamente por Maithê Medina Fernandes Lira de Mesquita, que atuava como gestora de projetos na pasta.

Pedido de exoneração

Durante sessão ordinária na Câmara Municipal, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) apresentou indicação solicitando a exoneração imediata de Paulo Cesar Lands Filho. O documento também pede a demissão de um coordenador de Cras investigado por estupro de uma adolescente de 15 anos.

Denúncia contra o secretário

De acordo com o boletim de ocorrência, um jovem relatou à polícia que os episódios de assédio teriam começado em julho de 2025, durante uma carona. Segundo o relato, o então chefe teria feito investidas físicas e posteriormente enviado mensagens com conotação sexual, mesmo após o jovem afirmar que era heterossexual.

A denúncia aponta que o comportamento teria continuado no ambiente de trabalho, com frases de teor sexual e contatos físicos não consentidos. Em dezembro de 2025, após uma confraternização, a vítima afirma ter sido levada para a residência do servidor quando estava embriagada.

As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.

Outro caso

Em situação distinta, um servidor municipal de 35 anos, suspeito de ter cometido estupro contra uma adolescente em 2019, também foi afastado das funções. Ele atuava como coordenador de um Centro de Convivência do Idoso (CCI) na Capital.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que tomou conhecimento da denúncia e que o servidor permanecerá afastado até a conclusão das apurações.

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