Sábado, 18 de abril de 2026

Movimento na hidrovia do Rio Paraguai triplica em 2025.

Crescimento é impulsionado pelo transporte de minério de ferro e recoloca a rota no centro da logística nacional.
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O transporte de cargas pelo Rio Paraguai disparou em 2025. De janeiro a setembro, a hidrovia movimentou 7,6 milhões de toneladas, segundo a Antaq, um aumento de 173% em comparação ao ano anterior, quando o baixo nível do rio dificultou a navegação.

Desse total, 7 milhões de toneladas foram de minério de ferro extraído em Corumbá e Ladário, reforçando o peso do setor mineral na atividade da hidrovia. Soja, terras e pedras, ferro e aço e carvão vegetal também contribuíram para o volume. Toda essa produção teve como destino o mercado internacional, principalmente a China.

Os portos mais movimentados refletem essa dependência do minério. O Terminal Gregório Curvo, da LHG Mining, em Porto Esperança, liderou com 4,2 milhões de toneladas. Em seguida, veio o terminal da Vetorial Logística, com 1,8 milhão, e o porto da Granel Química, em Ladário, com 1,2 milhão de toneladas.

Pressão política por mais navegação

Com o crescimento dos números, a hidrovia voltou ao centro das discussões do governo federal. Em visita a Cáceres (MT) no fim de outubro, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a expansão da navegação na rota Paraguai-Paraná e voltou a mencionar o Tramo Norte, trecho entre Cáceres e Corumbá, cuja liberação encontra resistência devido a estudos ambientais.

Segundo Alckmin, melhorar a navegabilidade é essencial para reduzir custos logísticos e integrar diferentes modais de transporte.

Hidrovia na integração sul-americana

A rota também aparece no planejamento do Ministério do Planejamento dentro do projeto Rotas de Integração Sul-Americana, que prevê ligação entre Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e saída para o Chile, reduzindo distâncias até a Ásia.
O coordenador Murilo Lubambo destacou, durante a COP30, que o governo busca soluções sustentáveis e multimodais, combinando rodovias, ferrovias e hidrovias.

Concessão só em 2026

A concessão da hidrovia ainda depende de análise no Tribunal de Contas da União. A expectativa de publicar o edital este ano não deve se confirmar, e a licitação deve ficar para 2026.

Fonte: correiodoestado.com.br

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