Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Lula diz que conversa com Trump foi “extraordinária” e destaca boa relação com os EUA

Presidente afirma que Trump é diferente “na TV e na vida real” e celebra avanços sobre tarifas e combate ao crime
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quarta-feira (3), a conversa por telefone que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia anterior. Segundo Lula, o diálogo foi “extraordinário” e reforçou que a relação entre os dois países está melhorando.

Em entrevista à TV Verdes Mares, de Fortaleza, Lula afirmou que Trump tem comportamentos diferentes quando aparece na mídia e quando conversa pessoalmente.

“Eu sempre me surpreendo. Na TV ele parece muito nervoso, mas no contato direto é outra pessoa. Eu até disse a ele: existem dois Trump, o da televisão e o da vida real”, afirmou.

Esta foi a terceira conversa entre os dois líderes desde que os EUA aplicaram sanções ao Brasil. O telefonema durou cerca de 40 minutos.

Avanço nas tarifas

Lula destacou que tratou da retirada das tarifas que ainda atingem parte dos produtos brasileiros. Ele considerou “muito positiva” a decisão dos EUA de suspender a taxa adicional de 40% sobre itens como carne, café e frutas.

“Assim como tivemos notícias ruins, agora estamos perto de ouvir notícias boas. Falei seriamente com Trump sobre a importância das duas maiores democracias trabalharem juntas”, disse.

Combate ao crime organizado

O presidente também confirmou que os dois discutiram ações contra o crime organizado internacional.

“Enviei documentos e reafirmei que o Brasil está disposto a cooperar na fronteira e onde for necessário. O crime organizado atrasa o desenvolvimento”, declarou Lula.

Segundo ele, o clima da conversa foi positivo. “Temos o Trump da TV e o Trump da vida real. E falei para ele sobre essa química boa. Estamos bem, não há motivo para divergências. Muita coisa pode acontecer”, completou.

Contexto do tarifaço

Em novembro, o governo americano retirou a tarifa extra que atingia mais de 200 produtos brasileiros. A mudança ocorreu após reunião entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

As tarifas haviam sido aplicadas em agosto, como parte de uma resposta dos EUA a ações do governo brasileiro consideradas ameaças à segurança americana, segundo justificativa de Washington.

Embora as tarifas sobre alguns produtos tenham sido retiradas, outras sanções a autoridades brasileiras ainda não foram negociadas.

A tensão entre os países começou a diminuir após um encontro rápido entre Trump e Lula na Assembleia Geral da ONU, em setembro, quando o presidente americano disse ter sentido uma “excelente química” com o brasileiro. (g1.com).

 

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