Domingo, 24 de maio de 2026

Prefeita Adriane acusa Marquinhos Trad e Rose Modesto de articularem protesto em inauguração

Em entrevista, gestora diz que adversários “armaram confusão” no Natal dos Sonhos; ambos negam e prometem ação na Justiça
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou nesta terça-feira (2) que o protesto ocorrido durante a abertura do Natal dos Sonhos, no último sábado (29), teria sido organizado pelo vereador e ex-prefeito Marquinhos Trad (PDT) e pela ex-deputada e ex-candidata ao governo Rose Modesto (União Brasil).

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da rádio FM 95.7. Segundo Adriane, o grupo responsável pela confusão teria sido levado ao evento em ônibus a mando dos dois políticos, com o objetivo de tumultuar a cerimônia.

A prefeita disse que a manifestação surpreendeu sua equipe e não foi pacífica. Ela também criticou Marquinhos e Rose, chamando o ex-prefeito de alguém “sem moral” para defender mulheres e afirmando que Rose é “eterna candidata” e “desocupada”.

Adriane ainda acusou um professor de ter organizado a ação e de levar ao local pessoas armadas, algumas com dezenas de passagens pela polícia, o que, segundo ela, colocou em risco um evento voltado para famílias e crianças.

Sobre a atuação da Guarda Civil Metropolitana, que aparece em vídeos usando força para conter manifestantes, a prefeita defendeu a corporação, mas disse que eventuais excessos serão apurados.


Adversários rebatem e prometem medidas legais

Após as acusações, Marquinhos Trad disse ao Correio do Estado que as falas da prefeita são falsas, ofensivas e deverão ser responsabilizadas civil e criminalmente.

Rose Modesto também rebateu, afirmando que nunca participou ou incentivou qualquer manifestação contra Adriane. Ela classificou as declarações como “graves e levianas” e anunciou que irá à Justiça pedir retratação e indenização por danos morais.


Como foi o protesto

O ato foi organizado por motoentregadores e por um grupo de mães atípicas. A confusão terminou com a prisão do professor Washington Alves Pagane, de 35 anos, da rede municipal.

A cena mais repercutida foi o momento em que guardas municipais derrubaram uma mulher durante a tentativa de contenção dos manifestantes. (correiodoestado.com.br).

 

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