O partido Novo começou a se movimentar para as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul e estuda lançar candidatos próprios ao Governo do Estado e ao Senado Federal. A estratégia inclui atrair políticos de direita que estariam insatisfeitos com o PL.
Entre os nomes sondados para a disputa ao governo estão o deputado estadual João Henrique Catan e o deputado federal Marcos Pollon, ambos atualmente filiados ao PL. Segundo o Novo, os dois demonstram interesse em disputar o Executivo estadual, mas não encontram espaço no partido, que já definiu apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
Vagas disputadas no PL
No PL, além do apoio a Riedel, as possíveis candidaturas ao Senado também estariam encaminhadas, com nomes como o ex-deputado Capitão Contar e o ex-governador Reinaldo Azambuja, que preside o partido no Estado.
Diante desse cenário, o Novo também convidou a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, para disputar uma vaga ao Senado. Ela é esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira.
Conversas em andamento
O presidente estadual do Novo, Guto Scarpanti, confirmou que já conversou com Catan e Pollon e que novas reuniões devem acontecer após o dia 20 de janeiro. Segundo ele, a sigla aguarda a definição dos políticos sobre os próximos passos para decidir a formação das candidaturas.
Scarpanti afirmou ainda que fez convite formal a Gianni Nogueira para disputar o Senado pelo Novo e aguarda uma resposta.
Posições dos envolvidos
João Henrique Catan defende que o PL tenha candidatura própria ao governo e avaliou positivamente o interesse de outras siglas. Para ele, o movimento reforça a necessidade de o partido manter sua identidade e protagonismo no Estado.
Gianni Nogueira disse que mantém sua pré-candidatura ao Senado e afirmou que segue orientação política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela destacou que não abre mão de seus princípios, mas não confirmou se aceitará o convite do Novo.
A assessoria do deputado Marcos Pollon foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento da matéria. (midiamax.com.br).