Quinta-feira, 16 de abril de 2026

Ação apreende R$ 1 milhão em canetas emagrecedoras ilegais nos Correios de Campo Grande

Cerca de 800 medicamentos sem procedência e controle sanitário foram retirados de circulação em operação conjunta
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Uma operação conjunta realizada entre segunda-feira (2) e quarta-feira (4) apreendeu aproximadamente 800 canetas e ampolas de medicamentos emagrecedores ilegais nos Correios de Campo Grande. O valor estimado dos produtos retirados de circulação chega a R$ 1 milhão.

A fiscalização envolveu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os Correios, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS) e a Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MS). Durante a ação, foram encontrados medicamentos à base de retatrutida e tirzepatida, das marcas TG e Lipoless.

Segundo o gerente do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, os produtos representam sérios riscos à saúde e utilizam embalagens sofisticadas para enganar consumidores. “A retatrutida não é reconhecida oficialmente em nenhum país do mundo e é comercializada no mercado clandestino como se tivesse origem em países como Alemanha ou Reino Unido, o que não é verdade”, alertou.

De acordo com a Vigilância Sanitária, as marcas apreendidas não possuem qualquer tipo de rastreabilidade ou controle sanitário, tampouco reconhecimento por agências reguladoras internacionais. Há registros, inclusive, de consumidores que sofreram efeitos adversos graves após o uso desses medicamentos.

Riscos à saúde

O uso desses produtos, muitas vezes por automedicação ou por prescrições médicas irregulares — prática proibida pela Anvisa —, pode causar complicações graves, como insuficiência renal e aumento do risco de câncer de tireoide e do sistema endócrino.

A apreensão ganha relevância por ocorrer na mesma semana do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado na quarta-feira (4), reforçando o alerta das autoridades sobre os perigos do uso de medicamentos clandestinos.

Profissionais de saúde que forem flagrados prescrevendo substâncias proibidas pela Anvisa podem sofrer sanções, incluindo a cassação do registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

As fiscalizações continuarão nos Correios, além de se estenderem a transportadoras, aeroportos e rodovias federais e estaduais. A operação é coordenada por órgãos de fiscalização sanitária e de segurança pública. (midiamax.com.br).

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