Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Mato Grosso do Sul pode enfrentar trimestre mais quente e seco

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média acendem alerta para a produção agrícola
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A previsão climática para os meses de março, abril e maio de 2026 indica que Mato Grosso do Sul deve registrar temperaturas acima da média histórica e chuvas abaixo do normal. O cenário preocupa o setor agropecuário, já que pode impactar diretamente a produção agrícola no Estado.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a tendência é de volumes de chuva inferiores à média e com distribuição irregular. Historicamente, o trimestre acumula entre 200 e 400 milímetros na maior parte do território sul-mato-grossense, podendo chegar a 500 milímetros nas regiões sul e sudoeste. Neste ano, porém, a previsão aponta para precipitações mais escassas e períodos secos prolongados.

As temperaturas devem ficar próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que varia entre 22°C e 26°C. A combinação de calor intenso e déficit hídrico pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, além de reduzir os níveis de rios e reservatórios.

Impactos na soja e no milho

Segundo a Aprosoja/MS, o trimestre corresponde à fase final da colheita da soja em diversas regiões do Estado e ao avanço da segunda safra de milho.

A irregularidade das chuvas exige atenção redobrada dos produtores quanto ao manejo, planejamento da colheita e condições de tráfego nas estradas rurais. Temperaturas mais elevadas também aumentam a demanda hídrica das culturas, o que pode afetar a produtividade, especialmente nas lavouras que dependem de precipitações regulares para completar o ciclo de desenvolvimento.

Além disso, culturas de inverno podem sofrer com a menor disponibilidade de água no solo, caso o padrão de chuva abaixo da média se confirme.

Reflexos além do campo

Os impactos não devem se limitar à agricultura. Um trimestre mais quente e seco pode elevar a demanda por energia elétrica e aumentar o risco de queimadas, principalmente em períodos de baixa umidade do ar.

Na saúde pública, o tempo seco favorece o aumento de doenças respiratórias. Entre as recomendações estão manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes, utilizar umidificadores ou toalhas úmidas em ambientes fechados e adotar hábitos saudáveis para fortalecer o organismo.

O cenário reforça a importância do monitoramento constante das condições climáticas e do planejamento estratégico tanto no campo quanto nas cidades.

 (correiodoestado.com.br).

 

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