Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Lucro da Xiaomi despenca no início de 2026 com alta no preço da memória e vendas fracas

Empresa chinesa viu ganhos caírem 57% no primeiro trimestre, pressionada por custos maiores e desaceleração em setores estratégicos
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A Xiaomi começou 2026 enfrentando dificuldades financeiras. A fabricante chinesa registrou forte queda no lucro no primeiro trimestre do ano, afetada pelo aumento no preço das memórias usadas em smartphones, pela concorrência acirrada e pela redução da demanda em diferentes áreas do negócio.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (26), o lucro líquido da empresa caiu 57%, chegando a 4,72 bilhões de yuans, cerca de US$ 694 milhões. A receita também recuou 11%, somando 99,14 bilhões de yuans no período.

Os números ficaram abaixo do esperado pelo mercado financeiro. Analistas estimavam lucro de 5,64 bilhões de yuans e receita próxima de 99,5 bilhões de yuans.

A divisão de smartphones, principal negócio da Xiaomi, teve queda de 12,5% na receita. A empresa informou que vendeu menos aparelhos, mesmo com aumento no preço médio dos produtos.

Outro setor que apresentou desempenho fraco foi o de dispositivos inteligentes e eletrodomésticos, que inclui produtos de Internet das Coisas (IoT). As vendas caíram 24%, refletindo a redução da procura e a diminuição dos subsídios do governo chinês.

Já a área de veículos elétricos foi a exceção positiva. O segmento, considerado o mais novo e de crescimento mais rápido da empresa, registrou aumento de 5,1% na receita graças à maior entrega de carros.

Mesmo com o cenário desafiador, a Xiaomi anunciou um plano de recompra de ações de até 20 bilhões de dólares de Hong Kong, equivalente a cerca de US$ 2,55 bilhões, ao longo dos próximos 12 meses. A medida busca demonstrar confiança da companhia nas perspectivas futuras do negócio.

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