O traficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do PCC, foi expulso da Bolívia e transferido para o Brasil nesta quarta-feira (27). Preso na terça-feira (26) em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, ele desembarcou em Campo Grande sob forte esquema de segurança e deve cumprir pena em presídio federal.
Foragido há seis anos e procurado pela Interpol, Palermo foi capturado durante uma operação da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (Felcn), da Bolívia. Após a prisão, ele permaneceu sob custódia em Santa Cruz de La Sierra até a conclusão dos procedimentos para a expulsão do país.
A escolta até o aeroporto Viru Viru contou com forte aparato policial. De lá, o criminoso foi entregue às autoridades brasileiras e embarcou em uma aeronave da Polícia Federal com destino a Mato Grosso do Sul.
Gerson Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão por crimes como tráfico internacional de drogas, assaltos a bancos e participação no sequestro de um avião. Ele também fazia parte da lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
Segundo a Polícia Federal, a prisão foi resultado da troca de informações entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia, em uma ação conjunta de combate ao crime organizado e ao tráfico internacional.
Por questões de segurança, os detalhes da transferência foram mantidos em sigilo. Inicialmente, existia a possibilidade de Palermo ser levado por terra até Corumbá, na fronteira entre Brasil e Bolívia. No entanto, devido a protestos e bloqueios no país vizinho, o transporte aéreo foi escolhido como alternativa mais segura.
Com a chegada ao Brasil, Palermo será encaminhado ao sistema penitenciário. Existe ainda um pedido para que ele seja transferido para uma unidade federal de segurança máxima em Campo Grande.