O inverno de 2026 começa oficialmente às 5h24 deste domingo (21) e deve trazer um início marcado por temperaturas baixas em grande parte do Brasil. Segundo meteorologistas, as primeiras massas de ar polar chegam logo nos primeiros dias da estação, provocando queda acentuada nos termômetros, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
A previsão indica que julho será o mês mais frio do inverno. Duas fortes ondas de frio devem atingir o país durante o período, com possibilidade de geadas e temperaturas negativas nas áreas mais altas da Região Sul. Há ainda chance de neve nas serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Uma das massas de ar polar previstas pode avançar para áreas do Centro-Oeste, alcançando cidades como Brasília e Goiânia, além do norte de Minas Gerais e do extremo sul da Bahia.
Frio chega também à Região Norte
Além do Centro-Sul, o ar gelado poderá provocar o fenômeno conhecido como friagem em estados da Região Norte, como Acre, Rondônia e sul do Amazonas.
De acordo com especialistas, o começo da estação será marcado por uma maior frequência de massas de ar frio, trazendo quedas bruscas de temperatura em diversas regiões do país.
Calor retorna na reta final do inverno
A partir da segunda quinzena de agosto, o frio deve perder intensidade. As temperaturas voltam a subir gradativamente e podem ficar acima da média em várias regiões.
Em setembro, o risco de ondas de calor aumenta, principalmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, antecipando características típicas da primavera.
Chuva acima da média no Sul
A Região Sul deve registrar mais chuva do que o normal durante o inverno. A passagem frequente de frentes frias manterá o tempo mais úmido, especialmente no sudoeste do Paraná.
Já o Sudeste e o Centro-Oeste, que normalmente enfrentam um período seco nesta época do ano, poderão registrar pancadas de chuva fora de época em alguns momentos.
No Norte e no Nordeste, a tendência é de tempo mais seco e quente, aumentando o risco de queimadas, principalmente na região do Matopiba, que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
El Niño volta a influenciar o clima
O fenômeno El Niño, que voltou a se formar no início de junho, deve ganhar força ao longo dos próximos meses e influenciar o comportamento do clima principalmente na segunda metade do inverno.
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode contribuir para alterações nos padrões de chuva e temperatura em várias regiões brasileiras.
Confira o que esperar em cada região
Sul: inverno mais chuvoso, com períodos de frio intenso, geadas e possibilidade de neve nas áreas serranas.
Sudeste: temperaturas acima da média, mas com episódios de frio forte em junho e julho. Há risco de geada em áreas elevadas.
Centro-Oeste: calor predominante, intercalado por algumas ondas de frio e pancadas de chuva fora de época.
Nordeste: estação marcada por tempo seco, calor acima da média e redução das chuvas, especialmente na faixa litorânea.
Norte: menos chuva e temperaturas elevadas. Acre, Rondônia e sul do Amazonas poderão registrar episódios de friagem durante a passagem das massas de ar polar.
Com início gelado e final mais quente, o inverno de 2026 promete grandes variações climáticas e atenção especial para os impactos do frio, da seca e das queimadas em diferentes regiões do país.