A empresária Rossana Paroschi Jafar foi presa nesta terça-feira (8) durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A investigação apura um suposto esquema de fraude na compra de livros didáticos por prefeituras de Mato Grosso do Sul, com prejuízo estimado em R$ 27 milhões aos cofres públicos.
Além da nova investigação, Rossana também responde a uma ação de improbidade administrativa relacionada à Operação Lama Asfáltica. Ela é proprietária da Gráfica e Editora Alvorada, empresa que, segundo o Ministério Público, teria participado de contratos irregulares para fornecimento de livros à Secretaria de Estado de Educação (SED).
De acordo com as investigações, os contratos foram firmados sem licitação sob a justificativa de exclusividade na comercialização das obras. O Ministério Público também aponta que a empresa teria sido utilizada para movimentar recursos provenientes de desvios de dinheiro público.
Uma das ações judiciais que busca o ressarcimento dos prejuízos ainda está em andamento. Durante esse processo, um apartamento do casal, avaliado em mais de R$ 1 milhão, chegou a ser bloqueado pela Justiça.
Rossana era sócia da gráfica com o marido, Mirched Jafar Júnior, que faleceu em 2021. Ele também foi investigado e chegou a ser preso em uma das fases da Operação Lama Asfáltica.
Outros presos
A Operação Gutenberg também resultou na prisão de outras pessoas apontadas como integrantes do esquema.
Entre os alvos está o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos, que atualmente atua como escrivão da Polícia Civil.
Também foram presos o chefe da regulação estadual, Ed Carlo Brito Burgatt, sua filha Jéssyka Duarte Burgatt, além dos filhos de Rossana, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar.
Os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, pai e filho, também estão entre os investigados. Advogados ligados ao grupo são citados na investigação.
Durante o cumprimento dos mandados, o Gaeco apreendeu mais de R$ 70 mil em dinheiro.
Em nota, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que os servidores envolvidos serão afastados ou exonerados, conforme o vínculo com a administração pública. O Estado também anunciou a abertura de uma auditoria para apurar possíveis irregularidades nos procedimentos investigados.
A defesa de Rossana Paroschi Jafar ainda não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.