O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na Santa Casa da Capital. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar complicações de saúde.
Bernal estava preso desde o dia 24 de março, quando foi detido pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Mazzini. No início de julho, ele sofreu um infarto, passou por uma cirurgia para desobstrução de artérias e chegou a retornar ao Presídio Militar após receber alta médica.
Na última sexta-feira (10), a Justiça negou um pedido da defesa para que Bernal cumprisse prisão domiciliar durante a recuperação. Os advogados alegaram que ele precisava de repouso por pelo menos 30 dias e que o presídio não oferecia estrutura adequada para o tratamento pós-cirúrgico.
No sábado (11), o ex-prefeito voltou a passar mal dentro da unidade prisional e foi levado novamente à Santa Casa. Ele foi submetido a um novo procedimento cirúrgico na madrugada desta segunda-feira, mas não resistiu.
Réu pelo assassinato de auditor fiscal
No fim de junho, a Justiça decidiu que Alcides Bernal seria levado a júri popular pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Mazzini. Na mesma decisão, a prisão preventiva foi mantida.
O crime ocorreu em 24 de março, em um imóvel que havia pertencido a Bernal e foi adquirido por Mazzini em leilão. O auditor foi ao local acompanhado de um chaveiro para tomar posse da casa, quando foi atingido por disparos de arma de fogo.
Equipes do Corpo de Bombeiros tentaram reanimar a vítima por cerca de 25 minutos, mas Roberto Mazzini morreu ainda no local.
Após o crime, Bernal se apresentou espontaneamente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. O chaveiro que testemunhou o caso foi encaminhado para prestar depoimento no Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol).