A bebê Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, sequestrada em Campo Grande na última semana, foi encontrada com vida e em bom estado de saúde em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O resgate aconteceu na madrugada deste domingo (9), durante uma ação das forças de segurança dos dois países.
Segundo o Conselho Tutelar de Ponta Porã, a criança passou por atendimento médico em um hospital paraguaio e não apresentou ferimentos. Ela também está se alimentando normalmente e permanece sob os cuidados da rede de proteção.
A previsão é que a bebê seja encaminhada para Campo Grande ainda nesta segunda-feira (10). O retorno dependerá dos procedimentos judiciais e deverá ser acompanhado pela rede de proteção da Capital.
Casal foi preso
Um homem e uma mulher apontados como suspeitos de participação no sequestro foram presos pela polícia paraguaia em Pedro Juan Caballero. Eles foram posteriormente entregues à Polícia Federal em Ponta Porã e permanecem à disposição da Justiça.
Durante os procedimentos de entrega, os agentes também identificaram que o homem utilizava documentos falsos. Contra ele havia ainda um mandado de prisão expedido pela Justiça do Amazonas, relacionado a uma condenação por homicídio, com pena de 11 anos e seis meses em regime fechado.
A recém-nascida permanece temporariamente em um abrigo de Ponta Porã até que sejam concluídas as medidas necessárias para seu retorno e o acompanhamento familiar.
Família aguarda o retorno da criança
Em Campo Grande, a mãe e outros familiares da bebê estiveram na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) para acompanhar as informações sobre o resgate.
Uma adolescente de 17 anos, que também teria sido mantida em cativeiro durante o crime, relatou os momentos vividos ao lado da irmã, de 12 anos, e da recém-nascida. Segundo o relato, as vítimas permaneceram no local por mais de 13 horas.
Entenda o caso
A investigação começou após o desaparecimento da bebê, ocorrido na quinta-feira (6), em Campo Grande.
No sábado (8), a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de envolvimento no crime. Segundo a investigação, ele teria emprestado uma residência no bairro Universitário onde a criança teria sido mantida. O suspeito afirmou que não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.
As investigações continuam para esclarecer a participação de todos os envolvidos e entender como a recém-nascida foi levada até o Paraguai.
A operação contou com a participação de equipes da DEPCA e do Garras, em conjunto com as autoridades paraguaias.