O dólar voltou a subir nesta segunda-feira (10) e terminou o dia cotado a R$ 5,11, com alta de 0,53%. Durante o pregão, a moeda chegou a atingir R$ 5,12.
A valorização ocorreu em um cenário de maior preocupação nos mercados internacionais. O principal fator foi o impasse envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, uma importante rota para o transporte de petróleo.
Com as incertezas, os preços do petróleo dispararam. O barril do WTI subiu cerca de 5%, enquanto o Brent avançou quase 5%. A alta da commodity aumentou a cautela entre os investidores e favoreceu a procura pelo dólar.
No Brasil, o real teve desempenho mais fraco do que outras moedas de países emergentes. Além do cenário externo, o mercado acompanha as incertezas relacionadas à política econômica, às contas públicas e aos próximos passos da taxa básica de juros.
A atenção dos investidores também está voltada para os Estados Unidos. Declarações de integrantes do Federal Reserve, o banco central americano, reforçaram as dúvidas sobre quando poderão ocorrer novas mudanças nos juros.
Outro ponto importante será a divulgação da inflação americana, prevista para quarta-feira (12). O resultado do índice de preços ao consumidor poderá influenciar as expectativas do mercado sobre as decisões do Federal Reserve.
Na avaliação de especialistas, uma inflação acima do esperado pode aumentar a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, fortalecendo ainda mais o dólar. Por outro lado, números mais baixos podem reduzir a pressão sobre a moeda americana.
Com a alta desta segunda-feira, o dólar passou a acumular valorização de 0,79% em agosto.