Quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Dólar sobe levemente e fecha a R$ 5,15 com atenção à inflação dos EUA

Mercado acompanha novos dados de preços nos Estados Unidos e mantém cautela diante das incertezas econômicas e eleitorais no Brasil
dolar_freepik

O dólar fechou em leve alta nesta quarta-feira (26), cotado a R$ 5,1518. A moeda americana oscilou entre R$ 5,1405 e R$ 5,1655 ao longo do dia e terminou o pregão com valorização de 0,22%.

A alta ocorreu em meio ao fortalecimento do dólar no exterior e à elevação dos rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos, após novos dados mostrarem que a inflação americana ficou um pouco acima das expectativas em julho.

No Brasil, os investidores também acompanham os próximos passos do Banco Central. A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em setembro, mas os juros devem continuar em patamar elevado, o que ainda ajuda a sustentar o real.

Eleições aumentam cautela no mercado

Além dos indicadores econômicos, o cenário político brasileiro começa a ganhar mais peso nas decisões dos investidores. A proximidade das eleições presidenciais aumenta a preocupação com as contas públicas e pode provocar maior oscilação no câmbio nas próximas semanas.

Para especialistas, o dólar não deve seguir uma trajetória de alta contínua, mas a volatilidade pode aumentar conforme a campanha eleitoral avance e novas pesquisas sejam divulgadas.

O real ainda encontra apoio nos juros elevados e no desempenho das contas externas, especialmente com os resultados positivos da balança comercial. Por outro lado, os riscos fiscais e as incertezas políticas são apontados como fatores de pressão para a moeda brasileira.

Inflação dos EUA no radar

Nos Estados Unidos, o índice de preços de gastos de consumo, conhecido como PCE, considerado o principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), veio ligeiramente acima das previsões tanto na comparação mensal quanto anual.

Agora, os mercados aguardam o Simpósio de Jackson Hole, que reúne autoridades e economistas. Um dos principais destaques será o discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, marcado para sexta-feira (28).

No acumulado de agosto, o dólar registra alta de cerca de 1,61% frente ao real. No entanto, no ano, a moeda americana ainda acumula queda de aproximadamente 6,14%.

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