O dólar encerrou esta terça-feira (20) em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,0189. Durante o dia, a moeda americana chegou a atingir R$ 5,0053, ficando muito próxima de romper a marca dos R$ 5.
Foi o terceiro dia seguido de desvalorização do dólar em relação ao real. Em outubro, a moeda acumula queda de 3,02%, enquanto a perda registrada desde o início do ano chega a 8,56%.
Eleições influenciam o mercado financeiro
Além do cenário internacional, as pesquisas eleitorais para a Presidência da República estão movimentando o mercado brasileiro.
Levantamentos recentes apontam uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na pesquisa Real Time Big Data, Flávio aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, em situação de empate técnico. Já o levantamento da Alfa Inteligência mostra Flávio com 48,8% e Lula com 45,9%.
Parte dos investidores avalia que uma eventual vitória da oposição poderia provocar mudanças na política econômica e no controle dos gastos públicos, aumentando o interesse por investimentos no Brasil.
Essa expectativa tem contribuído para a valorização do real e para a entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro.
Dólar também perde força no exterior
No cenário internacional, a moeda americana apresentou desvalorização diante de outras moedas importantes.
Dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e as expectativas sobre a política de juros do Federal Reserve, o banco central americano, contribuíram para o movimento.
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar em relação a seis moedas fortes, registrava queda de 0,26% no fim da tarde.
Mercado acompanha os próximos acontecimentos
Analistas avaliam que o comportamento do dólar nos próximos dias dependerá tanto do resultado das eleições brasileiras quanto das decisões econômicas nos Estados Unidos.
Segundo especialistas dos bancos ING e Commerzbank, uma eventual vitória da oposição poderá favorecer a valorização do real no curto prazo. No entanto, a continuidade desse movimento dependerá das medidas econômicas anunciadas e da capacidade de colocá-las em prática.
Com o dólar próximo dos R$ 5, investidores seguem atentos às pesquisas eleitorais, às expectativas sobre a economia brasileira e às movimentações do mercado internacional.