A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de lotes falsificados de dois medicamentos utilizados em tratamentos de saúde. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (19) e envolve o Dysport, à base de toxina botulínica, e o Keytruda, utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer.
A decisão foi tomada após as empresas responsáveis pelos medicamentos comunicarem à agência a identificação de produtos com características diferentes das versões originais.
Irregularidades no Dysport
A empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., responsável pelo registro do Dysport, informou que identificou falsificação no lote 025155.
Segundo a fabricante, o produto apresenta problemas que ajudam a identificar a falsificação, como:
- Data de validade incorreta;
- Frasco com formato diferente do original;
- Código de barras relacionado ao lote W26232;
- Irregularidades no rótulo e na apresentação da embalagem.
O Dysport contém toxina botulínica e é utilizado em procedimentos médicos e estéticos, além do tratamento de determinadas condições de saúde.
Medicamento contra o câncer também foi falsificado
Outro produto identificado com falsificações foi o Keytruda (pembrolizumabe) 100 mg/4 ml, utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer.
A empresa Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda., responsável pelo registro do medicamento, informou que os lotes identificados como falsificados são Z005197 e Z012354.
A identificação desses produtos preocupa especialmente por se tratar de um medicamento utilizado em tratamentos oncológicos, nos quais a segurança e a procedência são fundamentais.
Orientação aos pacientes e profissionais de saúde
Medicamentos falsificados podem apresentar composição, qualidade e condições de armazenamento desconhecidas, colocando a saúde dos pacientes em risco.
A orientação é verificar a procedência dos produtos e conferir as informações das embalagens. Em caso de suspeita de falsificação, o medicamento não deve ser utilizado até que sua autenticidade seja confirmada.
Pacientes que utilizam Keytruda devem procurar a equipe médica ou o serviço responsável pelo tratamento caso identifiquem alguma irregularidade.
A Anvisa reforça, por meio da medida de apreensão, a importância do controle e da fiscalização de medicamentos para garantir a segurança da população.