Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Brasil atualiza lista de espécies aquáticas ameaçadas de extinção

Nova revisão inclui peixes, tubarões, arraias e estrelas-do-mar; pargo passa a exigir mais proteção
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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos.

A revisão, iniciada em 2024, acrescentou 100 novas espécies e retirou outras 100, mantendo o total de 490 espécies classificadas com algum nível de risco de desaparecimento.

Entre os animais avaliados estão peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e diversas outras espécies que vivem em rios e mares brasileiros.

Esses animais foram classificados em três níveis de ameaça: Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo, de acordo com o risco de extinção.

A análise levou em conta fatores como tamanho da população, distribuição geográfica, preservação do habitat e ameaças como pesca excessiva e poluição.

Regras mais rígidas

Além da atualização da lista, o governo também publicou novas regras de proteção para essas espécies.

Entre as medidas estão a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento de animais ameaçados, além da criação de planos de recuperação para ajudar no aumento das populações.

Caso do pargo preocupa

Um dos destaques da nova lista é o Pargo, peixe de grande importância econômica para a pesca no Brasil.

Ele passou da categoria Vulnerável para Em Perigo, o que significa maior risco de extinção.

Com isso, a fiscalização e as ações de preservação serão reforçadas para combater a sobrepesca e a captura de peixes jovens.

Segundo o governo, o objetivo é proteger a espécie sem prejudicar a atividade pesqueira, garantindo equilíbrio entre preservação ambiental e geração de renda para os trabalhadores do setor.

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