O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos.
A revisão, iniciada em 2024, acrescentou 100 novas espécies e retirou outras 100, mantendo o total de 490 espécies classificadas com algum nível de risco de desaparecimento.
Entre os animais avaliados estão peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e diversas outras espécies que vivem em rios e mares brasileiros.
Esses animais foram classificados em três níveis de ameaça: Vulnerável, Em Perigo e Criticamente em Perigo, de acordo com o risco de extinção.
A análise levou em conta fatores como tamanho da população, distribuição geográfica, preservação do habitat e ameaças como pesca excessiva e poluição.
Regras mais rígidas
Além da atualização da lista, o governo também publicou novas regras de proteção para essas espécies.
Entre as medidas estão a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento de animais ameaçados, além da criação de planos de recuperação para ajudar no aumento das populações.
Caso do pargo preocupa
Um dos destaques da nova lista é o Pargo, peixe de grande importância econômica para a pesca no Brasil.
Ele passou da categoria Vulnerável para Em Perigo, o que significa maior risco de extinção.
Com isso, a fiscalização e as ações de preservação serão reforçadas para combater a sobrepesca e a captura de peixes jovens.
Segundo o governo, o objetivo é proteger a espécie sem prejudicar a atividade pesqueira, garantindo equilíbrio entre preservação ambiental e geração de renda para os trabalhadores do setor.