A Corrida Internacional de São Silvestre alcança, em 2025, sua centésima edição consolidada como a mais tradicional prova de rua do Brasil. Criada em 1925 pelo jornalista Cásper Líbero, inspirado em uma corrida noturna que assistiu em Paris, a competição acontece sempre no último dia do ano e se tornou símbolo de esporte, superação e celebração.
A primeira edição contou com apenas 60 inscritos, dos quais 48 largaram do Parque Trianon, na Avenida Paulista, percorrendo 8,8 quilômetros. O vencedor foi Alfredo Gomes, atleta negro que também marcou a história ao representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris em 1924.
Ao longo das décadas, a São Silvestre ganhou projeção internacional, passou a receber atletas estrangeiros e revelou grandes ídolos do atletismo. Entre eles estão José João da Silva, que quebrou um jejum de 34 anos sem vitórias brasileiras em 1980, Marilson Gomes dos Santos, tricampeão da prova, e Maria Zeferina Baldaia, campeã em 2001 e exemplo de superação após uma infância marcada pelo trabalho rural.
A maior vencedora da história é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos, seguida pelo queniano Paul Tergat, com cinco conquistas. Desde que a corrida se tornou internacional, em 1945, o Brasil venceu a prova 16 vezes.
Em 2025, a São Silvestre bate recorde de público, com mais de 50 mil atletas inscritos, incluindo corredores de elite, amadores, pessoas com deficiência e cadeirantes. A prova mantém seu caráter democrático e festivo, atraindo participantes do Brasil e do mundo para celebrar o esporte e a chegada do Ano-Novo nas principais avenidas da capital paulista. (Agência Brasil).