Quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Dólar sobe e fecha a R$ 5,11 em meio à tensão internacional

Incertezas sobre o Estreito de Ormuz e os próximos passos dos juros nos Estados Unidos aumentaram a cautela dos investidores
dolar_freepik

O dólar voltou a subir nesta segunda-feira (10) e terminou o dia cotado a R$ 5,11, com alta de 0,53%. Durante o pregão, a moeda chegou a atingir R$ 5,12.

A valorização ocorreu em um cenário de maior preocupação nos mercados internacionais. O principal fator foi o impasse envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, uma importante rota para o transporte de petróleo.

Com as incertezas, os preços do petróleo dispararam. O barril do WTI subiu cerca de 5%, enquanto o Brent avançou quase 5%. A alta da commodity aumentou a cautela entre os investidores e favoreceu a procura pelo dólar.

No Brasil, o real teve desempenho mais fraco do que outras moedas de países emergentes. Além do cenário externo, o mercado acompanha as incertezas relacionadas à política econômica, às contas públicas e aos próximos passos da taxa básica de juros.

A atenção dos investidores também está voltada para os Estados Unidos. Declarações de integrantes do Federal Reserve, o banco central americano, reforçaram as dúvidas sobre quando poderão ocorrer novas mudanças nos juros.

Outro ponto importante será a divulgação da inflação americana, prevista para quarta-feira (12). O resultado do índice de preços ao consumidor poderá influenciar as expectativas do mercado sobre as decisões do Federal Reserve.

Na avaliação de especialistas, uma inflação acima do esperado pode aumentar a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, fortalecendo ainda mais o dólar. Por outro lado, números mais baixos podem reduzir a pressão sobre a moeda americana.

Com a alta desta segunda-feira, o dólar passou a acumular valorização de 0,79% em agosto.

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