Terça-feira, 30 de junho de 2026

Dólar sobe para R$ 5,17 com mercado esvaziado durante jogo do Brasil

Baixo volume de negociações e expectativa por decisões nos Estados Unidos influenciaram o câmbio nesta segunda-feira
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O dólar fechou esta segunda-feira (29) em leve alta e encerrou o dia cotado a R$ 5,1743, avanço de 0,13% em relação ao fechamento anterior. O movimento aconteceu em um pregão de baixo volume de negociações, já que muitos investidores acompanharam a partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo.

Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1553 e R$ 5,1859 antes de encerrar em alta. No acumulado de junho, o dólar já registra valorização de 2,61% frente ao real. Mesmo assim, no acumulado de 2026, a moeda ainda apresenta queda de 5,73%.

Especialistas apontam que a alta foi influenciada principalmente por fatores técnicos, como a troca de contratos financeiros no fim do mês e a formação da última taxa Ptax de junho, usada como referência pelo mercado.

Outro fator que segue pressionando o câmbio é a expectativa de que os juros nos Estados Unidos permaneçam elevados por mais tempo. O mercado passou a acreditar que o banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), deverá manter uma política monetária mais rígida para controlar a inflação, fortalecendo o dólar em relação a outras moedas.

Segundo o head de Tesouraria do BS2, Ricardo Chiumento, a tendência é que o dólar continue oscilando entre R$ 5,10 e R$ 5,20 no curto prazo, dependendo principalmente da divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e do cenário político e fiscal brasileiro.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, recuou levemente durante o dia. Mesmo assim, investidores seguem atentos aos dados do mercado de trabalho norte-americano, especialmente ao relatório de empregos (payroll), que pode influenciar os próximos passos do Fed.

Já o mercado do petróleo apresentou recuperação após as fortes perdas da semana passada. O barril do tipo Brent, referência internacional e utilizado pela Petrobras, fechou o dia com alta de 1,8%, sendo negociado a US$ 73,91.

Para o economista Robin Brooks, do Brookings Institution, o recente fortalecimento do dólar pode não se sustentar. Na avaliação dele, a inflação nos Estados Unidos não dá sinais de descontrole e a queda dos preços do petróleo pode contribuir para reduzir a pressão inflacionária, diminuindo a necessidade de novos aumentos de juros pelo Fed.

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