Quatro pessoas foram presas preventivamente nesta segunda-feira (14), em Água Clara, durante a Operação “Barattieri”, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Entre os presos estão uma ex-secretária municipal de Educação, duas servidoras públicas e um empresário do município.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. A investigação apura um possível esquema de desvio de recursos públicos destinados principalmente à compra de alimentos para a merenda escolar.
Segundo o Gaeco, as servidoras teriam solicitado vantagens indevidas a um empresário. A suspeita é de que as ordens de compra da Prefeitura eram aumentadas e que parte dos produtos registrados nos documentos não chegava a ser entregue.
A investigação teve origem em informações encontradas durante a Operação Malebolge, realizada anteriormente para apurar irregularidades em contratos e licitações da Prefeitura de Água Clara.
Investigação aponta pagamento de propina
Entre as provas analisadas pelo Ministério Público está um vídeo gravado em 2023 por uma das servidoras investigadas. Nas imagens, ela aparece contando R$ 18 mil em dinheiro. Segundo a acusação, o valor estaria relacionado ao pagamento de propina.
Os quatro presos nesta nova operação já aparecem entre os investigados ou denunciados na Operação Malebolge, que apura possíveis fraudes em processos de contratação do município.
Além das medidas criminais, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul também solicita uma indenização de pelo menos R$ 22 milhões. Desse total, R$ 11 milhões seriam referentes aos prejuízos causados ao município e outros R$ 11 milhões por danos materiais coletivos.
Após as prisões, os envolvidos devem ser encaminhados para Campo Grande. As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um no suposto esquema.
Até a publicação da matéria, a reportagem informou que não havia conseguido contato com a defesa dos citados.