Quinta-feira, 9 de julho de 2026

FBI investiga movimentações financeiras da Federação Argentina durante a Copa do Mundo

Autoridades dos Estados Unidos apuram transações milionárias da AFA e analisam possível ligação com crimes financeiros; até o momento, não há denúncia formal.
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A Federação Argentina de Futebol (AFA) passou a ser alvo de uma investigação do FBI e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O foco da apuração são movimentações financeiras envolvendo a empresa TourProdEnter LLC, responsável por administrar contratos internacionais da entidade.

Segundo informações divulgadas pelo jornal argentino La Nación, procuradores e agentes federais já ouviram testemunhas para esclarecer como mais de US$ 300 milhões circularam pelo sistema financeiro norte-americano por meio dessas operações.

Os investigadores analisam se parte das transações pode estar relacionada a crimes como lavagem de dinheiro e fraude bancária. A investigação começou a ganhar força em 2025 e é conduzida por procuradores especializados em crimes financeiros.

Entre os principais alvos da apuração estão o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, e o dirigente Pablo Toviggino. Tapia está nos Estados Unidos acompanhando a seleção argentina na Copa do Mundo após obter autorização da Justiça argentina para viajar, mesmo respondendo a outra investigação em seu país.

A empresa TourProdEnter LLC administrava os pagamentos de patrocinadores internacionais da AFA, incluindo contratos com grandes empresas como Adidas e Warner. De acordo com o jornal, a companhia movimentou cerca de R$ 1,34 bilhão em receitas da federação, mas parte desses recursos ainda não teve seu destino esclarecido.

Ainda conforme a publicação, aproximadamente US$ 57 milhões teriam sido distribuídos a empresas e beneficiários ligados à entidade sem justificativas financeiras consideradas suficientes pelos investigadores.

Apesar das apurações em andamento, não existe denúncia formal contra a AFA ou seus dirigentes. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos continua reunindo informações e poderá solicitar novos dados às autoridades argentinas.

Em nota ao La Nación, representantes da Federação Argentina nos Estados Unidos afirmaram que as diligências fazem parte do processo investigativo e ressaltaram que, até o momento, elas não representam comprovação de crime nem de responsabilidade dos envolvidos.

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