Quinta-feira, 16 de julho de 2026

Gripe K: nova mutação do H3N2 tende a circular com mais frequência

Especialistas alertam para sintomas graves e reforçam a importância da vacinação
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A chamada gripe K, provocada por uma mutação do vírus influenza A (H3N2), deve se tornar cada vez mais comum, segundo infectologistas. Apesar de causar sintomas semelhantes aos de outras gripes, sinais como febre alta, falta de ar e cansaço intenso exigem atenção médica.

De acordo com o infectologista Julio Croda, a circulação de novas variantes do vírus é um processo natural. A gripe K faz parte do subclado K do H3N2, uma mutação que ainda não havia circulado anteriormente, o que reduz a imunidade coletiva da população.

Por esse motivo, a vacina contra a gripe pode ter menor eficácia contra essa variante específica, mas ainda assim oferece proteção importante, principalmente contra casos graves, internações e mortes.

Sintomas e sinais de alerta

Os sintomas da gripe K costumam durar entre três e sete dias, sem indícios de que a doença seja mais prolongada. No entanto, a intensidade pode variar de pessoa para pessoa.

São considerados sinais de alerta:

  • febre alta e persistente

  • falta de ar

  • cansaço extremo

  • prostração

  • piora do quadro clínico

Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças pré-existentes devem procurar atendimento médico logo no início dos sintomas.

Origem da variante

Segundo o especialista, a circulação mais intensa da gripe K ocorre atualmente no hemisfério norte, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Ainda não é possível afirmar como a variante chegou a Mato Grosso do Sul, já que os pacientes diagnosticados não relataram viagens internacionais recentes.

Casos em Mato Grosso do Sul

No Estado, três pessoas foram diagnosticadas com a gripe K: um bebê de cinco meses e dois idosos, de 73 e 77 anos. Apenas um paciente tinha comorbidades e somente um caso evoluiu para síndrome respiratória aguda grave, com necessidade de internação.

Todos os pacientes apresentaram melhora e já receberam alta hospitalar. Os casos foram registrados em Campo Grande, Nioaque e Ponta Porã.

Como se proteger

As autoridades de saúde reforçam medidas simples para reduzir o risco de contágio:

  • evitar aglomerações

  • manter ambientes limpos e ventilados

  • cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar

  • higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel

  • usar máscara ao apresentar sintomas gripais

Pessoas com sintomas leves devem procurar unidades básicas de saúde. Já em casos de falta de ar ou piora do estado geral, a orientação é buscar atendimento de urgência.

Vacinação continua sendo essencial

O Ministério da Saúde destaca que a vacinação contra a gripe segue sendo a principal forma de prevenção. Embora não impeça totalmente a infecção pela gripe K, o imunizante reduz significativamente o risco de complicações graves.

A vacina está disponível gratuitamente pelo SUS para toda a população a partir dos seis meses de idade, nas unidades de saúde de Campo Grande e em todo o país. (midiamax.com.br).

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