A chamada gripe K, provocada por uma mutação do vírus influenza A (H3N2), deve se tornar cada vez mais comum, segundo infectologistas. Apesar de causar sintomas semelhantes aos de outras gripes, sinais como febre alta, falta de ar e cansaço intenso exigem atenção médica.
De acordo com o infectologista Julio Croda, a circulação de novas variantes do vírus é um processo natural. A gripe K faz parte do subclado K do H3N2, uma mutação que ainda não havia circulado anteriormente, o que reduz a imunidade coletiva da população.
Por esse motivo, a vacina contra a gripe pode ter menor eficácia contra essa variante específica, mas ainda assim oferece proteção importante, principalmente contra casos graves, internações e mortes.
Sintomas e sinais de alerta
Os sintomas da gripe K costumam durar entre três e sete dias, sem indícios de que a doença seja mais prolongada. No entanto, a intensidade pode variar de pessoa para pessoa.
São considerados sinais de alerta:
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febre alta e persistente
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falta de ar
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cansaço extremo
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prostração
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piora do quadro clínico
Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças pré-existentes devem procurar atendimento médico logo no início dos sintomas.
Origem da variante
Segundo o especialista, a circulação mais intensa da gripe K ocorre atualmente no hemisfério norte, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Ainda não é possível afirmar como a variante chegou a Mato Grosso do Sul, já que os pacientes diagnosticados não relataram viagens internacionais recentes.
Casos em Mato Grosso do Sul
No Estado, três pessoas foram diagnosticadas com a gripe K: um bebê de cinco meses e dois idosos, de 73 e 77 anos. Apenas um paciente tinha comorbidades e somente um caso evoluiu para síndrome respiratória aguda grave, com necessidade de internação.
Todos os pacientes apresentaram melhora e já receberam alta hospitalar. Os casos foram registrados em Campo Grande, Nioaque e Ponta Porã.
Como se proteger
As autoridades de saúde reforçam medidas simples para reduzir o risco de contágio:
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evitar aglomerações
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manter ambientes limpos e ventilados
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cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar
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higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel
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usar máscara ao apresentar sintomas gripais
Pessoas com sintomas leves devem procurar unidades básicas de saúde. Já em casos de falta de ar ou piora do estado geral, a orientação é buscar atendimento de urgência.
Vacinação continua sendo essencial
O Ministério da Saúde destaca que a vacinação contra a gripe segue sendo a principal forma de prevenção. Embora não impeça totalmente a infecção pela gripe K, o imunizante reduz significativamente o risco de complicações graves.
A vacina está disponível gratuitamente pelo SUS para toda a população a partir dos seis meses de idade, nas unidades de saúde de Campo Grande e em todo o país. (midiamax.com.br).
