O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender os governos da Venezuela e de Cuba, ignorando as denúncias de violações de direitos humanos e repressão política nesses países. Durante um evento do PCdoB em Brasília, Lula afirmou que “nenhum presidente de outro país deve dar palpite” sobre o que acontece na Venezuela ou em Cuba, em referência à pressão dos Estados Unidos contra o regime de Nicolás Maduro.
“Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela. O Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil. O que defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino”, declarou Lula, minimizando as crises política, social e humanitária enfrentadas pela população venezuelana.
As declarações foram feitas um dia depois de Washington confirmar que a CIA recebeu autorização para realizar ações secretas contra o governo de Maduro. Mesmo diante do isolamento internacional da Venezuela, Lula preferiu se posicionar em defesa do aliado, repetindo o discurso de “soberania” usado por regimes autoritários.
O petista também criticou a inclusão de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo. “Cuba é um exemplo de povo e dignidade”, disse Lula, sem mencionar o controle estatal, a censura e a falta de liberdades políticas na ilha.
Enquanto o governo cubano enfrenta uma das piores crises econômicas das últimas décadas — com apagões e escassez de alimentos —, Lula insiste em defender o regime, reforçando o alinhamento ideológico com governos que restringem direitos e liberdade de expressão.
Para analistas, a posição do presidente brasileiro isola o Brasil das principais democracias ocidentais e compromete a imagem do país no cenário internacional, ao se colocar ao lado de ditaduras e contra nações que defendem a democracia e os direitos humanos. (Agência Brasil)