A meningite é uma doença que pode ter diferentes causas, como vírus, bactérias e fungos. Entre os casos mais preocupantes estão os provocados por bactérias, que podem evoluir rapidamente e causar complicações graves.
O alerta é do infectologista Alexandre Albuquerque Bertucci, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), em Campo Grande. Segundo o médico, uma pessoa que aparenta estar bem pode apresentar uma piora significativa em pouco tempo.
Entre as possíveis complicações estão alterações neurológicas, perda de audição, problemas de visão, sepse e até a morte. O meningococo, o pneumococo e o Haemophilus influenzae tipo B (Hib) estão entre os principais agentes associados às meningites bacterianas.
Atendimento rápido é fundamental
Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento hospitalar imediatamente. A avaliação médica pode incluir exames laboratoriais e, quando indicada e considerada segura, a punção lombar para análise do líquor.
Nos casos de meningite bacteriana, o tratamento precisa começar o mais cedo possível. Mesmo quando ainda não é possível identificar imediatamente o agente causador, os médicos podem iniciar antibióticos diante de uma forte suspeita clínica.
A rapidez é importante porque a doença pode avançar em questão de horas e provocar uma deterioração neurológica grave.
Vacinação ajuda a prevenir casos graves
A vacinação é uma das principais formas de proteção contra algumas das bactérias que podem causar meningite. O SUS oferece diferentes vacinas ao longo da infância e também para adolescentes.
Entre elas estão as vacinas meningocócicas, além das que protegem contra pneumococo e Haemophilus influenzae tipo B.
A recomendação do especialista é que os pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso existam doses atrasadas.
MS já registrou casos e mortes em 2026
Dados da Secretaria de Estado de Saúde divulgados em maio apontavam 34 casos de meningite confirmados em Mato Grosso do Sul e oito mortes. Os óbitos ocorreram em Campo Grande, Corumbá e Dourados.
Os registros incluíam diferentes tipos da doença, causados por vírus, bactérias e fungos.
Diante do risco de evolução rápida, o alerta é para que a população mantenha a vacinação em dia e não ignore sintomas ou sinais que possam indicar uma infecção grave. A identificação precoce e o atendimento médico imediato podem fazer diferença no tratamento.