Terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Nicolas Sarkozy é preso em Paris para cumprir pena de cinco anos

Ex-presidente francês foi condenado por conspiração em esquema de financiamento ilegal de campanha com dinheiro da Líbia. Advogado recorre e pede liberdade imediata.
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O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy foi preso nesta terça-feira (21) em Paris para cumprir pena de cinco anos de prisão, após ser condenado por conspiração para obter recursos ilegais da Líbia durante sua campanha presidencial de 2007.

Sarkozy deixou sua casa por volta das 4h15 (horário de Brasília) e chegou cerca de 20 minutos depois à prisão de La Santé, um presídio de segurança máxima na capital francesa. Ele estava acompanhado da esposa, Carla Bruni.

O ex-presidente ficará isolado, em uma cela individual de 9 a 12 metros quadrados, equipada com chuveiro privativo, TV e telefone fixo. Seu advogado informou que entrou com pedido de liberdade provisória e que Sarkozy pretende escrever sobre o período na prisão.

Antes de ser detido, Sarkozy declarou ao jornal La Tribune Dimanche que enfrentaria o momento “de cabeça erguida”. Em comunicado nas redes sociais, ele reafirmou ser inocente e chamou o caso de “escândalo judicial”.

A condenação encerra anos de investigações sobre o suposto financiamento líbio da campanha de Sarkozy, liderado à época por Muammar Kadhafi, morto durante a Primavera Árabe. Embora o ex-presidente tenha sido acusado de articular o esquema, foi absolvido de usar ou receber o dinheiro diretamente.

Esta é a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um ex-presidente francês é preso — o último havia sido o marechal Philippe Pétain, condenado por colaborar com os nazistas.

Sarkozy já havia sido condenado anteriormente por corrupção e tráfico de influência, cumprindo pena com tornozeleira eletrônica. Agora, permanecerá na prisão enquanto seu recurso é analisado.

A decisão dividiu opiniões na França. Pesquisas apontam que 61% dos franceses apoiam a prisão imediata, enquanto aliados políticos e a extrema-direita criticam o julgamento.

Segundo seu advogado, o ex-presidente levou livros para a cela, incluindo O Conde de Monte Cristo, clássico sobre injustiça e superação. (G1)

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