Domingo, 19 de abril de 2026

Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira

Reajuste de 6,79% impacta benefícios do INSS, seguro-desemprego e contribuições previdenciárias
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O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor aparece no contracheque referente ao mês de janeiro e representa um reajuste de 6,79%, o equivalente a R$ 103 em relação ao piso anterior.

O aumento foi oficializado pelo Decreto nº 12.797/2025 e segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, o ganho real ficou limitado a 2,5% acima da inflação, conforme as regras do arcabouço fiscal.

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem um salário mínimo começaram a receber o novo valor no último dia 26 de janeiro. O pagamento segue até sexta-feira (6), de acordo com o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.

Valores do salário mínimo em 2026

  • Mensal: R$ 1.621

  • Diário: R$ 54,04

  • Hora: R$ 7,37

Cálculo do reajuste

  • Inflação (INPC): 4,18%

  • Crescimento do PIB: 3,4%

  • Ganho real limitado a: 2,5%

  • Reajuste total: 6,79%

Impacto na economia

De acordo com o Dieese, o novo salário mínimo beneficia diretamente 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. O governo estima um impacto total de R$ 110 bilhões, considerando também a isenção do Imposto de Renda para parte da população. Por outro lado, o reajuste deve gerar um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios sociais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Benefícios e contribuições atualizados

INSS

  • Benefícios no piso: R$ 1.621 (reajuste de 6,79%)

  • Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90%

  • Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

  • Até R$ 1.621: 7,5%

  • De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

  • De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

  • De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

  • Plano normal (20%): R$ 324,20

  • Plano simplificado (11%): R$ 178,31

  • Baixa renda (5%): R$ 81,05

  • MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

  • Parcela mínima: R$ 1.621

  • Parcela máxima: R$ 2.518,65

  • Valores reajustados pelo INPC desde 11 de janeiro

Salário-família

  • R$ 67,54 por dependente

  • Pago a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38  (Agência Brasil).

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