O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Gerson Claro, rejeitou um pedido de deputados do PT que solicitava informações sobre contratos da Fiems com empresas investigadas.
O requerimento foi apresentado pelos deputados Gleice Jane, Pedro Kemp e Zeca do PT. Eles queriam dados da Confederação Nacional da Indústria sobre repasses de recursos e regras de gestão da entidade.
Na decisão, Gerson Claro afirmou que a Assembleia não tem poder legal para fiscalizar instituições privadas, como é o caso da CNI e da Fiems.
O pedido foi motivado por investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apura possíveis irregularidades em contratos da federação com empresas que teriam ligação entre si. Os valores investigados somam cerca de R$ 1,5 milhão.
Mesmo com recursos públicos envolvidos — a previsão é de que a Fiems receba cerca de R$ 60 milhões neste ano —, o presidente da Alems destacou que a fiscalização do Legislativo estadual é limitada a órgãos do governo e entidades públicas.
Os deputados autores do pedido defendiam que a apuração era necessária por envolver recursos do chamado Sistema S, financiado por contribuições das empresas, e cobravam mais transparência na gestão.
Com a decisão, o requerimento foi arquivado. Ainda assim, parlamentares da oposição afirmam que devem apresentar novos pedidos de informação e não descartam a criação de uma CPI para investigar os contratos da entidade. (midiamax.com.br).