Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Saúde e Educação lideram casos de corrupção em prefeituras de MS

Metade das operações do Ministério Público em 2025 envolve desvios e fraudes nessas duas áreas
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Metade das operações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) contra prefeituras em 2025 envolve esquemas de corrupção na Saúde e na Educação. A mais recente, a Operação Dirty Pix, descobriu o desvio de R$ 5,4 milhões no hospital beneficente de Sidrolândia.

As equipes do Gecoc cumpriram 18 mandados de busca em Sidrolândia e Manaus. Entre os investigados estão cinco vereadores, ex-vereadores, dois secretários e a vice-prefeita Cristina Fiuza (MDB). Segundo o MP, parte dos recursos enviados pelo governo do Estado para comprar um aparelho de ressonância magnética e um autoclave foi desviada em parceria com a empresa Pharbox, que também teria pago propina a parlamentares por meio de transferências via Pix.

Saúde

A área da Saúde já tinha sido foco de outra grande investigação este ano. Em julho, a Operação Auditus identificou fraudes em licitações para contratação de serviços médicos em Nioaque, Bonito e Jardim. O prejuízo estimado é de R$ 3 milhões entre 2019 e 2024. Uma das investigadas é a ex-secretária de Saúde de Nioaque, Márcia Jara, que ocupou o cargo sem formação na área.

Educação

Na Educação, a Operação Malebolge, deflagrada em fevereiro, revelou um esquema de empresas que pagavam propina para manipular licitações em Água Clara e Rochedo. Os contratos fraudados passam de R$ 10 milhões. Duas servidoras da Secretaria Municipal de Educação foram presas.

Em abril, a Operação Backstage investigou irregularidades em contratos da prefeitura de Três Lagoas. A empresa responsável por eventos venceu 10 licitações entre 2022 e 2024, somando quase R$ 9 milhões — muitos deles ligados à Secretaria de Educação e Cultura.

Em outubro, a Operação Copertura descobriu fraudes em Miranda envolvendo kits escolares e gêneros alimentícios, com um esquema que funcionava há cinco anos.

Operações anteriores deram origem às atuais

A Operação Turn Off, feita em 2023 e 2024, abriu caminho para várias operações recentes. Ela identificou fraudes de mais de R$ 60 milhões envolvendo contratos da Secretaria Estadual de Educação, da Secretaria Estadual de Saúde e da Apae de Campo Grande.

Panorama geral

Somente em 2025, o MPMS já deflagrou 10 operações contra 12 municípios, envolvendo contratos de saúde, educação, publicidade, engenharia, pavimentação, informática e obras. Coxim, Aquidauana, Itaporã e Terenos estão entre as cidades investigadas.

Cronologia das operações de 2025

  • Janeiro: Ad Blocker – fraude em contrato de publicidade (Aquidauana)

  • Fevereiro: Malebolge – fraude na Educação (Água Clara e Rochedo)

  • Abril: Backstage – irregularidades em eventos ligados à Educação (Três Lagoas)

  • Maio: Grilagem de Papel (2ª fase) – disputa por terras (Coxim)

  • Junho: Tromper (4ª fase) – fraude em contratos de engenharia (Sidrolândia)

  • Julho: Auditus – fraude na Saúde (Nioaque)

  • Setembro: Spotless – fraude em obras (Terenos)

  • Outubro: Copertura – fraudes em compras (Miranda)

  • Outubro: Fake Cloud – fraude em contratos de tecnologia (Itaporã)

  • Novembro: Dirty Pix – desvio no hospital de Sidrolândia

    (Correio do Estado).

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