A ministra do Planejamento, Simone Tebet, voltou a falar sobre sua situação dentro do MDB e o futuro político em 2026. Cortejada pelo PSB e bem avaliada em pesquisas para o Senado em São Paulo, ela garantiu que sua prioridade continua sendo Mato Grosso do Sul — mas admitiu que o presidente Lula pediu que ela mantenha a possibilidade paulista aberta até fevereiro.
Simone disse que não vê resistência interna no MDB capaz de impedi-la de disputar pelo Estado e rebateu declarações do ex-governador André Puccinelli. Segundo ela, se desejasse, já poderia ter assumido o controle do partido em Mato Grosso do Sul.
“O MDB em MS, se eu quisesse, seria meu. Mas não quero presidir partido. Tenho carinho pelos companheiros e não pretendo interferir no dia a dia deles”, afirmou.
A ministra reforçou que, caso decida disputar o Senado por Mato Grosso do Sul em acordo com Lula, “ninguém tira esse direito”. Ela destacou ainda que Puccinelli, apesar das divergências, tem eleitorado majoritariamente lulista, especialmente nos bairros de Campo Grande.
Lula pediu que não feche portas em São Paulo
Simone revelou que Lula a orientou a avaliar com calma onde sua presença pode fortalecer mais o projeto político do governo em 2026. Com pesquisas mostrando bom desempenho em SP, o presidente pediu que ela “não fechasse as portas por enquanto”.
Mesmo assim, ela diz ter “raízes e história” em Mato Grosso do Sul e que sua inclinação pessoal é permanecer no Estado.
PSB fez convite formal
A ministra confirmou que recebeu convite do PSB, por intermédio de Tabata Amaral e João Campos. Apesar da abertura para diálogo, Simone declarou que mudar de partido é algo difícil e que só avaliaria isso caso disputasse por São Paulo. Para concorrer por MS, garante que fica no MDB.
MDB e palanque separado
Simone também comentou as tensões locais. Ela reconhece que parte do MDB do Estado não pretende dividir o palanque com ela caso faça campanha para Lula — algo que considera natural.
“Eles não vão pedir voto para o Lula, e tudo bem. Eu vou pedir. Isso não impede minha candidatura.”
Obras, entregas e relação com MS
Simone citou projetos viabilizados com apoio do Planejamento, como a estadualização e futura duplicação de rodovias federais, investimentos via FOCEM em Ponta Porã, Corumbá e Amambai, e o Hospital Regional de Dourados, previsto para inaugurar em 20 de dezembro.
Ela também destacou a implantação de UTIs inteligentes no país, incluindo uma em Dourados.
Decisão final sai no início de 2026
A ministra afirmou que a definição oficial acontecerá entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro, após conversa final com o presidente Lula.
“Não é geografia, é identidade política. Decidiremos juntos onde posso ajudar mais o Brasil.”
Fonte: campograndenews.com.br