Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Canetas emagrecedoras viram alvo da polícia e mais de 3 mil caixas são apreendidas em MS

Medicamentos ilegais entram no Estado pela fronteira e representam risco à saúde da população
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As forças de segurança de Mato Grosso do Sul intensificaram o combate ao transporte ilegal de canetas emagrecedoras, medicamentos usados para o tratamento da obesidade. A ação já resultou na apreensão de mais de 3 mil caixas desses produtos nas rodovias estaduais.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o reforço na fiscalização começou no segundo semestre de 2025, após o aumento expressivo desse tipo de medicamento sendo transportado de forma irregular, principalmente a partir do Paraguai.

Fiscalizações na fronteira

As apreensões ocorrem, em sua maioria, durante operações do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), especialmente em regiões próximas à fronteira.

De acordo com a Sejusp, cada caixa apreendida contém, em média, quatro unidades do medicamento. Apenas na primeira quinzena de 2026, 189 caixas foram retiradas de circulação, mostrando que o crime continua em alta.

Produtos escondidos para burlar a fiscalização

O comandante do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, explica que as canetas emagrecedoras costumam ser transportadas junto com outras mercadorias ilegais, como eletrônicos, perfumes e cigarros.

Por não possuírem autorização dos órgãos reguladores brasileiros, esses medicamentos são considerados contrabando. Os responsáveis são autuados, e o material apreendido é encaminhado à Polícia Federal e à Receita Federal.

Em uma das ocorrências recentes, policiais encontraram os medicamentos escondidos no compartimento do estepe de um veículo abordado na rodovia MS-386, na região de Sanga Puitã, em Ponta Porã.

Ações mais rigorosas nas rodovias

O comandante do BPMRv, tenente-coronel Vinícius de Souza Almeida, afirmou que o batalhão reforçou as abordagens devido às novas estratégias usadas pelos criminosos para esconder os produtos.

Mesmo com tentativas cada vez mais elaboradas de ocultação, a experiência das equipes e a fiscalização constante têm permitido localizar e apreender os medicamentos.

Risco à saúde pública

O secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, alertou que, além de crime, o transporte e uso irregular dessas canetas representam risco direto à saúde, principalmente quando utilizadas sem prescrição médica.

Segundo ele, as forças de segurança seguem atuando de forma integrada para impedir a entrada desses produtos ilegais no Estado e proteger a população. (midiamax.com.br).

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