O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) afastou uma juíza suspeita de usar o cargo para favorecer o marido, investigado por feminicídio ocorrido em 2023. A decisão foi tomada após a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).
De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma disputa pela guarda da filha do suspeito com a mãe, que acabou assassinada.
Crime foi registrado por câmeras
A vítima foi morta com um tiro na cabeça no dia 27 de janeiro de 2023, quando saía de casa para trabalhar. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o autor passa de motocicleta e efetua vários disparos antes de fugir.
Uso indevido do cargo
Segundo o Órgão Especial do TJMT, há indícios de que a magistrada atuou antes, durante e após o crime para proteger o marido. A apuração aponta que a arma usada no homicídio pertencia à juíza e que o celular funcional dela teria sido utilizado pelo suspeito.
Além disso, a magistrada é acusada de tentar influenciar conselheiros tutelares e equipes técnicas, com o objetivo de favorecer o marido na disputa pela guarda da criança.
Fuga com a criança
Outro ponto grave apontado no processo é que a juíza teria fugido com a filha do autor, mesmo após a guarda ter sido concedida à mãe da criança, posteriormente assassinada.
Preocupação com equilíbrio emocional
O Ministério Público destacou que há indícios de que a magistrada não apresentava equilíbrio emocional compatível com o exercício da função, além de comportamento considerado desorganizado e potencialmente perigoso, inclusive para a criança.
Também foram citados registros de ligações feitas pelo suspeito logo após o crime, o que levanta a suspeita de que a juíza poderia ter tido conhecimento prévio ou posterior do homicídio.
Apuração continua
Diante da gravidade dos fatos, o TJMT decidiu pelo afastamento cautelar da magistrada, enquanto o caso segue sob investigação para apurar responsabilidades administrativas e eventuais crimes. (midiamax.com.br).