Terça-feira, 14 de abril de 2026

Flávio Dino suspende decisão da CPMI do INSS que quebrou sigilos de Lulinha

Ministro do STF entendeu que comissão não poderia aprovar pedidos de quebra de sigilo em bloco
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu nesta quinta-feira (5) suspender a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ministro, a comissão não poderia ter aprovado diversos requerimentos de quebra de sigilo em votação conjunta, sem análise individual de cada pedido.

Decisão do STF

Na decisão, Dino comparou o procedimento adotado pela comissão a uma prática que não seria permitida em tribunais.

“Assim como um tribunal não pode quebrar sigilos bancários de empresas e cidadãos com decisões em globo e simbólicas, um órgão parlamentar também não pode fazê-lo”, afirmou o ministro.

Pedido da defesa

A suspensão ocorreu após pedido da defesa de Lulinha. Os advogados solicitaram a extensão de uma decisão anterior de Dino que já havia anulado a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, que também foi alvo da CPMI.

Investigação

O nome de Lulinha apareceu nas investigações após a Polícia Federal encontrar uma conversa em que ele foi citado pelo investigado Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Até o momento, conforme as investigações, não há indícios de ligação direta do empresário com o suposto esquema de desvios de mensalidades associativas de aposentados e pensionistas. (Agência Brasil).

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