O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítica a situação da chikungunya em Dourados, que enfrenta estado de emergência devido ao avanço da doença.
Desde o início do ano, Mato Grosso do Sul já soma 1.764 casos confirmados da doença, além de quase 1.900 ainda em análise. Só em Dourados, são 759 registros — o maior número no estado.
A situação é ainda mais grave nas comunidades indígenas da região. Dos sete óbitos registrados no estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses.
Combate ao mosquito e reforço na saúde
Diante do cenário, o governo federal enviou reforços para conter o avanço do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da chikungunya, dengue e zika.
Entre as ações adotadas:
- Envio da Força Nacional do SUS para atuar na região
- Contratação emergencial de 50 agentes de combate a endemias
- Apoio de militares nas ações de campo
- Intensificação da limpeza urbana e eliminação de criadouros
Além disso, foram destinados cerca de R$ 3,1 milhões para ações emergenciais, incluindo assistência à população e controle da doença.
Desafio maior nas aldeias
As autoridades destacam que o combate é mais difícil nas aldeias indígenas, onde fatores como acúmulo de lixo e condições sanitárias favorecem a proliferação do mosquito.
O ministro cobrou melhorias na coleta de resíduos nessas áreas e defendeu ações estruturais para evitar que o problema continue se agravando.
Cenário ainda instável
Segundo equipes de saúde, a situação muda rapidamente e ainda não é possível afirmar se os casos estão diminuindo ou aumentando. O monitoramento segue diário para direcionar os atendimentos e ações mais urgentes.
A orientação continua sendo eliminar água parada, manter o ambiente limpo e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta e dores intensas nas articulações. (Agência Brasil).