Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Chikungunya avança e já atinge 16 cidades em MS com mais de 4,2 mil casos

Estado registra sete mortes e tem incidência muito acima da média nacional
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O avanço da chikungunya preocupa autoridades em Mato Grosso do Sul. Atualmente, 16 municípios estão em situação de epidemia, com 4.214 casos prováveis registrados. O Estado também soma sete mortes confirmadas e outros óbitos ainda em investigação.

Em apenas dez dias, o número de cidades em nível epidêmico subiu de 14 para 16. A classificação ocorre quando a incidência ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.

Entre os municípios com maior incidência estão Fátima do Sul, Jardim e Sete Quedas, que lideram os índices no Estado. Também entraram recentemente na lista cidades como Dourados, Itaporã, Costa Rica e Angélica.

No cenário geral, Mato Grosso do Sul apresenta incidência de 144,1 casos por 100 mil habitantes, número muito superior à média nacional, que é de 11,4.

Nas últimas semanas, houve crescimento acelerado em várias cidades. Em Dourados, por exemplo, os casos deixaram de se concentrar apenas na reserva indígena e passaram a avançar também na área urbana.

O Estado concentra quase metade das mortes registradas no país. Em todo o Brasil, são 15 óbitos confirmados, sendo sete em Mato Grosso do Sul.

As vítimas incluem idosos e também bebês, considerados grupos mais vulneráveis à doença. Em Dourados, cinco mortes foram registradas entre indígenas, incluindo duas crianças.

Além disso, quatro mortes ainda estão sendo investigadas, incluindo casos em Jardim e Dourados.

A chikungunya pode causar complicações graves e até sequelas. Mais da metade dos pacientes pode continuar com dores nas articulações por meses ou até anos após a infecção.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, manchas pelo corpo e cansaço. A doença pode evoluir em fases e, em alguns casos, se tornar crônica.

A prevenção continua sendo a principal forma de combate. Como a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, é fundamental eliminar água parada em casa, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e evitar qualquer recipiente que possa acumular água.

Autoridades de saúde reforçam que, diante de sintomas, a população deve procurar atendimento médico e evitar a automedicação. (midiamax.com.br).

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