Neste 5 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional da Saúde, o alerta vai além dos cuidados tradicionais com o corpo. Médicos e especialistas reforçam que cuidar da saúde do cérebro é essencial para garantir mais qualidade de vida, principalmente com o avanço da idade.
Além de uma alimentação equilibrada, da prática de exercícios físicos, de uma boa noite de sono e da realização de exames preventivos, manter a mente ativa pode fazer diferença na prevenção do declínio cognitivo.
A data foi criada pela Lei nº 5.352, de 1967, em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, um dos principais nomes da saúde pública brasileira. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da prevenção e da adoção de hábitos saudáveis.
Aprender nunca é tarde
Um exemplo de envelhecimento ativo é o de Elisiário Silva Netto, de 92 anos. Após trabalhar por muitos anos como mecânico de aeronaves, ele realizou um antigo sonho já na terceira idade: aprender a pilotar aviões.
Hoje, continua mantendo a mente em atividade por meio de exercícios de estimulação cognitiva, demonstrando que nunca é tarde para aprender algo novo.
Exercitar o cérebro faz diferença
Segundo especialistas, a estimulação cognitiva fortalece habilidades importantes como memória, atenção, concentração, raciocínio lógico, criatividade e capacidade de resolver problemas.
Esses benefícios são possíveis graças à neuroplasticidade, capacidade natural do cérebro de criar novas conexões ao longo da vida sempre que é estimulado.
Atividades como aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical, fazer palavras cruzadas, estudar, ler, escrever, resolver jogos de estratégia e até mudar pequenos hábitos da rotina ajudam a manter o cérebro ativo.
Reserva cognitiva protege o cérebro
Outro conceito importante é a chamada reserva cognitiva. Ela é formada ao longo da vida por meio dos estudos, do trabalho, das experiências, da convivência social e da aprendizagem constante.
Quanto maior essa reserva, maior tende a ser a capacidade do cérebro de enfrentar os efeitos naturais do envelhecimento, preservando a memória, a autonomia e a saúde mental por mais tempo.
Especialistas reforçam que nunca é tarde para começar. Pequenas mudanças na rotina e o hábito de aprender coisas novas podem contribuir para um envelhecimento mais saudável e com melhor qualidade de vida.