O Mato Grosso do Sul confirmou a 30ª morte por chikungunya em 2026. A vítima mais recente é uma mulher de 46 anos, moradora de Dourados, município que já registra 18 óbitos pela doença neste ano.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, Dourados também contabiliza 5.125 casos confirmados de chikungunya. A mulher apresentou os primeiros sintomas em 13 de abril e faleceu em 8 de julho. Ela possuía hipertensão arterial e diabetes, fatores que podem agravar o quadro clínico.
Com essa confirmação, Mato Grosso do Sul chega a 30 mortes provocadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os dados constam no painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde.
No início da semana, Corumbá havia confirmado sua primeira morte por chikungunya em 2026. Agora, o Estado registra um total de 12.473 casos prováveis da doença.
Em todo o Brasil, já foram confirmadas 50 mortes por chikungunya, sendo 30 delas em Mato Grosso do Sul, o que coloca o Estado entre os mais afetados pela doença neste ano.
O que é a chikungunya?
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue e da zika.
Os principais sintomas são febre alta e fortes dores nas articulações, que podem permanecer por semanas ou até mesmo por anos em alguns pacientes. Em situações mais graves, a doença pode causar complicações neurológicas, cardíacas e renais, podendo levar à internação e, em alguns casos, à morte.
A principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de locais com água parada, onde o mosquito se reproduz.