Terça-feira, 14 de abril de 2026

Alexandre de Moraes nega conversas com Daniel Vorcaro

Supremo Tribunal Federal afirma que mensagens encontradas pela Polícia Federal não foram enviadas ao ministro
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, negou ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro do ano passado. A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, após acesso a prints encontrados pela Polícia Federal no celular do empresário.

Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso durante a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes na instituição.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (6), a Secretaria de Comunicação do STF informou que, após análise dos dados, foi constatado que as mensagens não foram direcionadas ao telefone do ministro.

Segundo o comunicado, os prints estavam vinculados a pastas de outros contatos existentes na agenda de Vorcaro.

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens estão vinculados a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, informou o STF.

A Corte também afirmou que os verdadeiros destinatários das mensagens não terão os nomes divulgados devido ao sigilo das investigações.

Transferência para presídio federal

Daniel Vorcaro foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, unidade de segurança máxima. Ele estava preso desde quarta-feira (4) e permanecia custodiado na Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo.

A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, após pedido da Polícia Federal. Segundo a corporação, o empresário poderia interferir no andamento das apurações.

Investigação sobre vazamentos

Ainda nesta sexta-feira, Mendonça autorizou a abertura de inquérito da Polícia Federal para investigar o vazamento de dados sigilosos — bancários, fiscais e telemáticos — de Daniel Vorcaro.

O pedido partiu da defesa do banqueiro, que afirmou que os vazamentos começaram após o compartilhamento das informações com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS.

A CPMI investiga a possível ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. (Agência Brasil).

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