O desmatamento no Cerrado de Mato Grosso do Sul apresentou uma redução de 23,3% em 2026, atingindo o menor índice desde o início do monitoramento, em 2001. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e mostram que o Estado registra queda pelo terceiro ano consecutivo.
Segundo o levantamento, a área desmatada passou de 272,53 quilômetros quadrados em 2025 para 208,90 quilômetros quadrados em 2026. A redução representa aproximadamente 63,6 quilômetros quadrados de vegetação preservados em comparação com o período anterior.
Com esse resultado, Mato Grosso do Sul respondeu por cerca de 3,8% de toda a área desmatada no Cerrado brasileiro durante o período analisado.
Queda representa avanço na preservação ambiental
Os números atuais mostram uma mudança significativa em relação aos primeiros anos da série histórica. Entre 2001 e 2006, Mato Grosso do Sul chegou a registrar índices anuais superiores a 1.500 quilômetros quadrados de desmatamento no Cerrado.
Apesar das oscilações registradas ao longo dos anos, os dados mais recentes indicam uma tendência de redução da perda de vegetação nativa no Estado.
Desmatamento também diminui no Brasil
A redução não ocorreu apenas em Mato Grosso do Sul. Em todo o Cerrado brasileiro, o desmatamento caiu 23,8%, passando de 7.235,27 quilômetros quadrados para 5.516,69 quilômetros quadrados.
O resultado também representa o menor índice nacional desde 2001, quando começou o monitoramento do bioma.
Na Amazônia, a queda foi ainda maior. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram registrados 3.335 quilômetros quadrados de áreas desmatadas, contra 5.731 quilômetros quadrados no período anterior, uma redução de 41,8%.
Segundo o Inpe, esse também é o menor resultado da série histórica da Amazônia, iniciada em 1988.
Políticas ambientais são apontadas como fundamentais
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a redução do desmatamento está relacionada à continuidade das políticas públicas, ao uso de informações científicas e à cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais.
Os resultados reforçam a importância do monitoramento ambiental, da fiscalização e das ações voltadas à conservação dos biomas brasileiros.
Mesmo com a queda expressiva, o desafio continua sendo manter a redução do desmatamento nos próximos anos e conciliar a produção econômica com a preservação da vegetação nativa.