Quem começou o processo para tirar a primeira CNH de carro ou moto em Mato Grosso do Sul desde o dia 18 de maio de 2026 já precisa apresentar exame toxicológico com resultado negativo. A exigência vale para candidatos das categorias A e B e segue nova determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Antes, o exame era obrigatório apenas para motoristas das categorias C, D e E, destinadas ao transporte de cargas e passageiros.
A mudança foi definida pela Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro. Com isso, todos os Detrans do país passaram a adotar a nova regra nos processos de primeira habilitação.
Na prática, o candidato pode realizar o exame durante o andamento da CNH, mas o resultado negativo precisa estar registrado no sistema antes da emissão da Permissão para Dirigir (PPD), documento provisório entregue ao novo motorista.
Sem o resultado válido no Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados), a PPD não poderá ser emitida.
O exame deve ser feito em laboratórios e clínicas credenciadas pela Senatran. Em Campo Grande, os preços variam entre R$ 100 e R$ 160, dependendo do local escolhido.
Segundo o Detran-MS, os candidatos devem procurar apenas estabelecimentos autorizados para evitar problemas no processo de habilitação.
Como funciona o exame toxicológico
O exame é realizado por meio da coleta de cabelo, pelos do corpo ou unhas. O objetivo é identificar o uso de substâncias psicoativas em um período mínimo de 90 dias antes da coleta.
A análise é considerada simples e não invasiva. Após o resultado, as informações são registradas no sistema nacional de trânsito.
De acordo com a Senatran, a medida busca aumentar a segurança no trânsito e reforçar o cumprimento das novas regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro.