A segunda safra de milho 2025/2026 segue com cenário positivo em São Gabriel do Oeste e nos municípios da região norte de Mato Grosso do Sul. Dados do Projeto SIGA-MS mostram que a região apresenta os melhores índices de qualidade das lavouras no Estado.
De acordo com o levantamento da Aprosoja/MS, 92,1% das áreas cultivadas no norte sul-mato-grossense estão em boas condições. Outros 4,3% foram classificados como regulares e apenas 3,6% apresentam situação ruim.
Entre os municípios avaliados estão São Gabriel do Oeste, Sonora, Coxim, Camapuã, Rio Verde de Mato Grosso, Bandeirantes, Pedro Gomes, Jaraguari, Rochedo, Rio Negro e Corguinho.
São Gabriel do Oeste lidera cultivo
São Gabriel do Oeste aparece como o município com maior área destinada ao milho segunda safra na região norte, somando 84,4 mil hectares cultivados. O município registra 90% das lavouras em boas condições.
Sonora também apresenta desempenho positivo, com 25,9 mil hectares plantados e 90% das áreas classificadas como boas. Já Bandeirantes alcança 95% de lavouras em situação favorável.
Municípios como Coxim, Camapuã, Pedro Gomes e Rio Verde de Mato Grosso se destacam ainda mais, com índices entre 98% e 99% de áreas consideradas boas.
Clima ainda preocupa produtores
Mesmo com o bom desenvolvimento das lavouras, produtores seguem atentos às condições climáticas. O boletim aponta risco de estiagem durante o ciclo da cultura.
Em todo Mato Grosso do Sul, 71,5% das lavouras de milho estão em boas condições, enquanto 17,8% são regulares e 10,7% apresentam problemas.
As regiões centro, sul, sul-fronteira e sudeste enfrentam maior preocupação devido à irregularidade das chuvas e ao risco de geadas. Na região centro, quase 24% das áreas já registram perdas.
Além disso, municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul e Ivinhema tiveram registros pontuais de danos provocados por granizo na terceira semana de maio.
Produção pode passar de 11 milhões de toneladas
A estimativa atual do Projeto SIGA-MS aponta cultivo de milho em 2,206 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. A produtividade média esperada é de 84,2 sacas por hectare, com produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.
O levantamento também mostra mudança no perfil agrícola do Estado. Nesta safra, o milho ocupa cerca de 46% das áreas antes utilizadas para soja, percentual menor do que os 75% registrados em anos anteriores.
Segundo a Aprosoja/MS, a redução está ligada ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que influencia as decisões de plantio.
Mercado e previsão do tempo seguem no radar
No mercado estadual, a saca do milho foi cotada em média a R$ 51,14 no dia 18 de maio. Até o momento, 22% da produção estimada da segunda safra de 2026 já foi comercializada.
Na previsão climática, os modelos meteorológicos indicam 92% de chance de formação do fenômeno El Niño entre junho e agosto de 2026. A expectativa é de temperaturas acima da média e aumento das ondas de calor no segundo semestre, cenário que continua sendo acompanhado pelos produtores rurais de Mato Grosso do Sul.