Durante o período eleitoral, termos como coligação, federação, fusão e incorporação ganham destaque. Essas formas de união entre partidos funcionam como verdadeiros “namoros” ou até “casamentos sem divórcio”, influenciando diretamente as eleições em todo o país — inclusive em Mato Grosso do Sul.
Cada modelo tem regras próprias, duração diferente e impactos distintos na disputa por cargos eletivos. Entenda como funciona cada um deles.
🔹 Coligação: aliança temporária
A coligação é uma união feita apenas para a eleição. Os partidos se juntam para apoiar um candidato específico e, após o fim do pleito, a aliança deixa de existir.
Vantagens:
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Mais tempo de propaganda em rádio e TV
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Compartilhamento de recursos financeiros e estrutura
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Fortalecimento político da candidatura
Após a eleição, cada partido volta a atuar de forma independente.
🔹 Federação: união de longo prazo
A federação funciona como uma aliança duradoura, com vigência mínima de quatro anos. Diferente da coligação, os partidos continuam existindo, mas atuam juntos como se fossem uma só legenda, com estatuto próprio registrado no TSE.
Características:
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Vale para eleições majoritárias e proporcionais
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Votos são somados para a federação
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Estratégias e recursos são compartilhados
Quem sair antes do prazo perde acesso ao Fundo Partidário e fica impedido de fazer novas alianças por um período.
📌 Exemplo: Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), criada em 2022.
🔹 Fusão: nasce um novo partido
Na fusão, dois ou mais partidos deixam de existir para formar uma nova legenda. Isso exige registro no TSE, novo estatuto, nova sigla e reorganização completa.
📌 Exemplo: PSL e DEM se fundiram e deram origem ao União Brasil.
Filiados que não concordarem com a nova sigla podem mudar de partido sem punição por infidelidade partidária.
🔹 Incorporação: um partido absorve outro
Na incorporação, um partido maior absorve outro menor, que deixa de existir. O partido incorporador mantém nome, número e identidade.
📌 Exemplos recentes:
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Pros incorporado ao Solidariedade
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PSC incorporado ao Podemos
🔹 Menos partidos no futuro?
Segundo especialistas, federações e fusões podem reduzir gradualmente o número de partidos, mas o Brasil ainda mantém um sistema com forte diversidade de siglas, principalmente por conta das diferenças regionais.
🗳️ Eleições 2026
Em 4 de outubro de 2026, os eleitores irão escolher:
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Presidente da República
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Governadores
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Senadores
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Deputados federais e estaduais
O segundo turno, se necessário, será em 25 de outubro. (midiamax.com.br).