A Polícia Federal (PF) investiga a extensão de uma quadrilha especializada em golpes bancários que tentou aplicar um furto dentro de uma agência da Caixa Econômica Federal, em Campo Grande. O esquema criminoso é conhecido como “falsa central telefônica”.
A Operação Central Fake cumpriu, nesta quinta-feira (8), um mandado de busca e apreensão e outro de prisão preventiva contra um homem flagrado pelas câmeras de segurança da agência da Caixa, no centro da Capital, implantando o golpe.
Segundo o delegado da PF José Magi Stuqui Júnior, responsável pelas investigações, a ação criminosa teve início no fim de semana, quando o investigado inutilizou um terminal eletrônico e colou no equipamento um número falso de central de atendimento.
Como funcionava o golpe
A intenção do suspeito era reter o cartão da vítima no caixa eletrônico. Ao tentar resolver a situação, o cliente ligaria para o número falso colado no terminal, acreditando se tratar do atendimento oficial do banco.
Do outro lado da linha, um comparsa se passaria por atendente e solicitava dados pessoais e a senha do cartão, informações usadas posteriormente para saques e pagamentos indevidos.
“Eles pedem dados pessoais da vítima e a senha para, depois, realizar movimentações bancárias”, explicou o delegado.
Atuação em grupo
Por se tratar de um golpe estruturado em várias etapas, a PF acredita que o homem preso não atuava sozinho.
“Esse tipo de crime envolve várias pessoas: quem atende o telefone, quem fornece contas bancárias para movimentar o dinheiro e quem executa a fraude no terminal. Estamos aprofundando as investigações para identificar outros envolvidos”, afirmou Stuqui.
Golpe foi frustrado
Nesta tentativa específica, nenhuma vítima chegou a ser lesada, pois funcionários da Caixa perceberam a adulteração no terminal e acionaram a polícia a tempo.
“Chegamos a apreender um cartão de uma possível vítima, mas conseguimos evitar o prejuízo financeiro”, relatou o delegado.
Apesar disso, a PF apura outros casos semelhantes, já que nem todas as vítimas registram ocorrência.
Criminoso reincidente
O homem preso já é velho conhecido da Polícia Federal. Ele é investigado em pelo menos cinco inquéritos relacionados a fraudes e furtos em agências da Caixa.
“Era uma pessoa recorrente nesse tipo de crime. Desta vez, reunimos provas robustas e a Justiça autorizou a prisão preventiva”, explicou Stuqui.
O suspeito também já havia sido investigado por outro golpe conhecido como “pescaria”, modalidade em que um dispositivo é inserido no terminal para puxar o dinheiro, sem uso de engenharia social.
Orientação aos clientes
A Polícia Federal reforça que clientes nunca devem ligar para números colados em caixas eletrônicos e jamais informar senhas por telefone. Em caso de suspeita, a orientação é procurar diretamente os canais oficiais do banco ou acionar a polícia. (correiodoestado.com.br).