A pouco mais de um mês da abertura da janela partidária, o PSDB enfrenta uma das maiores crises de sua história em Mato Grosso do Sul. O partido, que já foi protagonista no comando de prefeituras e cadeiras legislativas, perdeu espaço de forma acelerada e pode sofrer novas baixas nas próximas semanas.
Nos últimos anos, a sigla perdeu 24 das 44 prefeituras que administrava. Nas cinco maiores cidades do Estado, o PSDB também deixou de ter maioria. A maior parte dos prefeitos que deixaram o partido migrou para o PL, enquanto outros seguiram para o PP, partido liderado pela senadora Tereza Cristina.
O enfraquecimento do PSDB em MS reflete um cenário nacional de perda de lideranças e influência política. A crise interna se aprofundou após disputas pelo comando do diretório estadual, decisão que desagradou parte dos filiados e aumentou o desgaste interno.
A situação tende a se agravar com a abertura da janela partidária, que ocorre entre 6 de março e 5 de abril. Durante esse período, deputados poderão trocar de partido sem risco de perder o mandato. A expectativa é de que a maioria dos parlamentares tucanos na Assembleia Legislativa deixe a sigla.
Atualmente, o PSDB possui seis deputados estaduais na Alems. Apenas dois — Lia Nogueira e Pedro Caravina — devem permanecer no partido. Os demais já sinalizaram que pretendem mudar de legenda assim que a janela for aberta.
Além das perdas institucionais, o partido enfrenta insatisfação interna. Parlamentares têm criticado a condução da sigla e não descartam até mesmo desistir das eleições de 2026 caso o cenário não mude.
Com a saída de prefeitos, a iminente debandada de deputados e a falta de unidade interna, o PSDB vive um momento decisivo em Mato Grosso do Sul, que pode definir o tamanho e a relevância do partido no próximo ciclo eleitoral. (midiamax.com.br).