O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com um novo protocolo nacional para o diagnóstico e o tratamento da endometriose. A atualização, aprovada pelo Ministério da Saúde, deverá ser seguida por estados e municípios para padronizar o atendimento às pacientes em todo o Brasil.
A endometriose é uma doença que pode causar dores intensas, alterações no ciclo menstrual e até dificuldade para engravidar. Com as novas diretrizes, médicos e demais profissionais da saúde terão orientações mais atualizadas para identificar a doença, indicar o tratamento adequado e definir quando a paciente deve ser encaminhada para atendimento especializado.
O documento também estabelece quais exames, medicamentos e procedimentos podem ser oferecidos pelo SUS, além de definir critérios para autorização, registro e financiamento dos atendimentos.
Na prática, o protocolo servirá como um guia para toda a rede pública de saúde, desde o primeiro atendimento na unidade básica até consultas com especialistas e, quando necessário, a realização de cirurgias.
As secretarias estaduais e municipais de Saúde também deverão organizar a rede de atendimento, definindo quais unidades serão referência e como será o fluxo de atendimento das pacientes dentro do SUS.
Outro ponto importante é que toda paciente deverá receber informações claras antes do início do tratamento, incluindo os possíveis riscos, efeitos colaterais e reações relacionadas aos medicamentos ou procedimentos indicados.
O novo protocolo substitui as regras que estavam em vigor desde 2016. No entanto, a oferta dos serviços poderá acontecer de forma gradual, já que dependerá da estrutura disponível, da organização da rede pública e da quantidade de profissionais em cada município.