A Nasa divulgou uma nova imagem de Marte que pode ajudar os cientistas a entender melhor a história do planeta. O registro foi feito pelo rover Curiosity e mostra, ao longe, grandes paredões conhecidos como yardangs, estruturas que podem ter sido esculpidas pela ação dos ventos.
A fotografia foi registrada em 11 de agosto pela câmera Mastcam, instalada no Curiosity. O panorama foi montado a partir de seis imagens captadas pelo rover e posteriormente combinadas.
Um dos diferenciais do registro é que ele não recebeu o tradicional ajuste de cores usado para aproximar a aparência de Marte das condições de iluminação da Terra. Com isso, a imagem preserva características do amanhecer marciano, incluindo tons azulados na paisagem.
Paredões podem revelar segredos do passado
Os yardangs ocupam uma área de aproximadamente 16 quilômetros na região noroeste do Monte Sharp, uma montanha com cerca de 5 quilômetros de altura que vem sendo explorada pelo Curiosity desde 2014.
A região é considerada importante para a ciência porque suas diferentes camadas de rochas funcionam como uma espécie de registro da história de Marte. Pesquisas anteriores encontraram evidências de que rios e lagos existiram ali bilhões de anos atrás.
Com o passar do tempo, a água desapareceu e deixou minerais na superfície. Posteriormente, a ação dos ventos pode ter desgastado parte das camadas rochosas, contribuindo para a formação dos yardangs.
Ainda não há uma resposta definitiva sobre a origem do material que compõe essas estruturas. Uma das possibilidades estudadas é que ele tenha vindo de cinzas produzidas por antigas erupções vulcânicas.
Curiosity deve investigar os yardangs de perto
O rover continua avançando pelo Monte Sharp e recentemente alcançou um marco importante: 1 quilômetro de ganho de elevação durante sua subida, a maior altitude já atingida por um veículo em Marte.
A expectativa da equipe da missão é que o Curiosity chegue à base dos yardangs em 2027. A partir daí, o rover poderá usar seus instrumentos e o braço robótico para analisar as formações diretamente.
Os dados coletados poderão ajudar os pesquisadores a descobrir como esses paredões surgiram e também a reconstruir parte da história geológica e ambiental de Marte.